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LOGÍSTICA por Fernando Trigueiro

Por Angélica Araújo dia em Blog

LOGÍSTICA por Fernando Trigueiro
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REVISTA GOOG

PERNAMBUCO #02

SETEMBRO 2015

ANO 1

 

LOGÍSTICA por Fernando Trigueiro

PROFESSOR DA UPE E PREIDENTE DA ASSOCIAÇÃO

NORDESTINA DE LOGÍSTICA (ANALOG)

 

Na década de 1950, o grande guru da administração, Eduard Deming, já dizia: “O que não é medido, não é gerenciado, e o que não é gerenciado, não pode ser melhorado”. Hoje, mais do que nunca, precisamos utilizar indicadores que permitam o entendimento de como a empresa funciona e as forças que a dirigem, melhorando o processo de tomada de decisão. Os indicadores são métricas quantitativas que refletem a performance de uma organização na realização de seus objetivos e estratégias.

Os indicadores de desempenho podem ser enquadrados em diversas categorias:

·         Indicadores de Imput;

·         Indicadores de Processo;

·         Indicadores de Outputs ou de Resultados.

 

Os indicadores de IMPUT (ou de disponibilidade de recursos) estão relacionados aos recursos necessários para a execução de um determinado processo. Ao medirmos a disponibilidade de espaço físico, mão de obra, empilhadeiras ou de caminhões, tratamos de indicadores de Imputs. Os indicadores de PROCESSO (ou meios de produção) indicam se estamos fazendo as coisas certas, e estão relacionados à eficiência do processo. Quando medimos, por exemplo, a acurácia no endereçamento ou a produtividade na separação de pedidos lidou com indicadores de processo. Os indicadores de OUTPUTS (ou de resultados) tratam da eficácia do processo, ou seja, se fizemos certo as coisas. Ao medir o número de pedidos perfeitos, o nível de avaria no transporte, erros em fatura etc., lidamos com essa classe de indicadores.

O ideal é que no universo de indicadores existentes a organização escolha alguns que representam o seu desempenho para não mergulhar em um oceano de números, que só fazem atrapalhar o endereçamento e a tomada de decisão. Recomendamos alguns indicadores em logística que consideramos chave para a utilização como elemento de decisão dos rumos da organização:

Pedido Perfeito

Mede a porcentagem de pedidos entregue no prazo negociado com o cliente, completo, sem avarias e sem problemas de documentação fiscal. É importante considerar o prazo NEGOCIADO com o cliente e não o transit-time padrão da transportadora.

Porcentagem de entregas (ou coletas) realizadas no prazo

É um desdobramento do indicador anterior; o Pedido perfeito. Trata-se do indicado de desempenho mais medidos em contratos logísticos. Indica o % de entregas (ou coletas) realizadas dentro do prazo combinado com o cliente.

 

Índice de atendimento ao pedido

Mede a porcentagem de pedidos atendidos em sua totalidade na quantidade e na diversidade e itens, no primeiro envio ao cliente. É conhecido no meio logístico como Order Fill Rate.

 

Avarias no transporte

Mede as avarias ocorridas durante a operação de transporte.

 

Utilização da capacidade de carga do caminhão

Mede o aproveitamento da capacidade de carga útil do equipamento de transporte utilizado.

 

Tempo de ciclo de período

Tempo decorrido entre o recebimento do pedido do cliente e a data efetiva da coleta. Também conhecido como Order Cycle Time. Alguns profissionais de armazém medem a data (ou hora) para disponibilização do produto da doca de expedição, o que podemos chamar de Tempo de Ciclo de Pedido Restrito.

 

Acuracidade de inventário

Trata-se da mais comum medida de desempenho quando utilizada a sistemática de inventário cíclico. A apuração do índice é bastante simples; divide-se o número de “boas” contagens pelo número total de contagens realizadas. “Boa” boa contagem é aquela a qual a quantidade física confere exatamente com a quantidade informada no sistema. Algumas empresas aceitam alguma tolerância (normalmente, máximo de 5%) em determinados casos.

 

Cobertura de estoque

Mede o tempo que o estoque existente é suficiente para atender a demanda, sem a necessidade de reposição. Indica quantos dias ou semanas de estoque temos em mãos.

 

Giro dos estoques

Este cálculo nos fornece o numero de vezes em que os estoques foram utilizados em um determinado período. Pense em giro dos estoques como uma forma de avaliar a aceitação dos produtos da sua empresa no mercado e o quão bem os estoques estão sendo gerenciados. O acompanhamento dos indicadores deve ser realizado em tempos definidos pelos gestores e estabelecidas referencias que sirvam como padrão para a organização. Caso os padrões não estejam sendo atingidos, deve-se agir rapidamente para ajustar os processos, fazendo com que a organização retome sua rota. É fundamental não se acomodar com os indicadores, os referencias dos mesmos devem ser ajustados periodicamente como forma de criar desafios para aqueles que formam a organização. Lembre-se que é a única coisa permanente que existe é a mudança. Por isso, vá em frente e não fique deitado em berço esplendido.

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por Fernando Trigueiro PROFESSOR DA UPE E PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO NORDESTINA DE LOGÍSTICA (ANELOG)

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